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E nunca sabemos o que vai ser…

Podemos olhar para a vida e acreditar que estamos nos esforçando, nos preparando, nos
organizando para que tudo fique instalado proporcionalmente, nos seus devidos lugares.

Mobilizamos nossas forças internas para organizarmos nossas vidas, nossos sentimentos,
nossas verdades, nossos pensamentos e por vezes, até achamos que estamos dando
conta, “controlando” a situação. Será?

Na maioria das vezes vivemos os momentos sem estar neles, tamanho o empenho para
conseguir fazer o que tem que ser feito. E é possível que esse seja o nosso ponto cego.
Sem que tenhamos um real controle, porque ele não existe de verdade, da noite para o dia,
tudo simplesmente pode desmoronar!

Nessa hora, seja por um motivo ou por outro, nosso chão some, não nos reconhecemos,
não controlamos, não aguentamos, e parece que nem existimos mais.

O nosso mundo se torna um caos, uma desorganização tão profunda, que ficamos sem
rumo, sem poderes, sem destino.

E essa insustentável fragilidade do momento se apresenta desnuda, explícita, implacável.

E como retornar? Como retomar?

Olhando gentilmente para cada momento de sua vida. Sejam os melhores, os piores, os
inesperados, os inacreditáveis. Veja o que cada um deles está te pedindo, o que cada
instante ensina em sua totalidade.

Olhe para todos as possibilidades, todas as lições, todas as ações que podem ser tomadas,
todos os caminhos que podem ser recomeçados, todas as ideias que podem ser
desenvolvidas, agora.

Olhe para o infinito e reconheça que tudo pode ser recomeçado, renovado, transformado…
Os momentos são frágeis, mutantes, carregados de conteúdos preciosos que devem ser
olhados, absorvidos e vividos, enquanto estão acontecendo.

Então viva agora e não fique esperando que a vida aconteça direito um dia…

Karen Ferro